Eu amo a vida

No momento em que a vida se expandiu na minha inteligência, foram estas as minhas primeiras palavras: “Eu amo a vida”.
No momento em que a vida me ensinou a crescer, e a juventude me embriagou o corpo, dando-me força e valor para a luta, eu repeti as minhas primeiras palavras: “Eu amo a vida”.
No momento em que o vinho da minha vida, amadurecimento pela idade, levou-me às reflexões e ao arrependimento novamente balbuciei as minhas primeiras palavras: “Eu amo a vida”.
Agora que a vida me vergou ao peso das suas lições, enriquecendo-me de sabedoria e preparando-me para a libertação, eu ainda anuncio: “Eu amo a vida” e, só então, eu constato que a vida me ama.
(Rabindranath Tagore, “Estesia”, cap.XXVI)
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